Neste texto irei dizer como eu e meu marido nos comportávamos em relação as nossas famílias de origem. Tudo que tem neste texto aconteceu entre dezembro de 96 e março de 98, período que era casada com o Emirton.
Eu não sou como os meus tios por parte de mãe, que adoravam passar os finais de semana na casa da mãe, ou seja, minha avó, e por conseqüência, minha casa, já que, minha mãe morava com a minha avó. Mas gosto de visitar a família, visitas de meia hora ou uma e sempre de surpresa, eu nunca aviso que estou chegando. Conheço essa família, se sabem que eu e minha família (eu e meu marido) estamos indo visitá-los, vão providenciar uma recepção: preparar bolo ou algum lanche especial, se a casa estiver desarrumada vão arrumar ou correr atrás da faxineira para deixar tudo implacável, ou seja vão ter um trabalho enorme para nos ter na casa deles por meia hora ou mais. E se acontecer algum imprevisto e não pudermos comparecer no dia e hora marcada? Todo o trabalho do anfitrião foi em vão, por isso, prefiro não avisar, além do mais, me receber bem não significa está com a casa implacável ou ter um lanche delicioso para me oferecer, isto é apenas um acessório, o importante é o anfitrião em si, afinal, como diz um programa de rede vida: “O maior espetáculo para o homem ainda é o próprio homem.”
Quando conheci Emirton, eu estava indo ao escritório do meu pai, mas não foi daquela vez que Emirton conheceu meu pai. Quando já fazia por volta de cinco dias de namoro, ou seja, eu já sabia que Emirton dançava muito bem o forró e agüentava ir até às 3:00h da madrugada, que gostava de estudar comigo e passar final de semana ao lado dele era maravilhoso, depois desse extraordinário início de namoro, combinamos de apresentá-lo ao meu pai no escritório dele, como era escritório demoramos pouco, só o tempo suficiente para combinarmos onde nos encontraríamos para romper o ano, receber 1997.
Eu e Emirton passamos o natal com a mãe dele, mas não foi dessa vez que eu conheci a casa da D. Jane, formos todos passa o natal com os padrinhos dele.
No domingo seguinte (antes do ano novo) formos visitar a minha mãe. Estava eu e Emirton tocando no apartamento dela, tocávamos, tocávamos e ninguém atendia. Fazer visita surpresa tem dessas coisas: não tinha ninguém em casa. Usei minha chave para entrar. Quando minha mãe e minha tia abrem a porta me encontra sentada no sofá acompanhada de um completo desconhecido (Emirton, na ocasião era isso para elas) e nós vimos as duas abrindo a porta por volta das 15:30h vestindo traje de praia. Ficamos conversando com elas e assistindo o vídeo da Daniela Mercury. Depois desse dia, sempre dávamos um pulinho no apartamento delas.
Um belo dia, Emirton chega em casa dizendo que a mãe dele pediu pra ele dormir na casa dela, eu disse: “longe de mim você não dorme, eu vou junto.” Assim visitamos a casa da mãe dele, dormimos lá. Depois desse dia, de vez enquando passávamos o final de semana lá, mas era de vez enquando mesmo! E não ficávamos o dia todo em casa, não. Mantínhamos a nossa agenda de final de semana, mas dormíamos lá.
Meu primo Fábio tinha casado em 1995, já fazia dois anos e eu não conhecia seu apartamento de casado. Disse ao Emirton:
- Vamos conhecer o apartamento do meu primo?
- Vamos.
Numa tarde, estávamos nós batendo no apartamento do Fábio e da Albenin. Encontramos a Albenin chorando e o meu primo satisfeito porque a esposa estava chorando. Na cabeça do meu primo choro é sinal de amor. Se ela chora é porque o ama. Pode um negócio desse! Eu acho que ela podia até amá-lo, mas nessa atitude fica claro que o homem não ama a mulher, quem ama não faz sofrer, não magoa, não quer ser a causa de choro. E acho também que esse pensamento do meu primo só serve para transformar o sentimento das pessoas: o amor pode ser transformado em desprezo. Um dia a mulher está amando, mas como é magoada e o pior, o marido gosta disso, o homem passar a ser o vilão da vida dela, aquele que a faz sofrer e que não merece seu amor, merece seu desprezo. Acho que nenhuma mulher devia aceitar este tipo de pensamento e que nenhum homem devia pensar como meu primo. O que prova que alguém nos ama? A atenção, o cuidado com os nossos sentimentos (isto inclui não nos fazer chorar), a boa vontade em atender nossos pedidos e etc.
Quando saimos do AP do meu primo, deixamos combinado com a Albenin que eu, Emirton e Annielle íamos levar a Darlyn à piscina no próximo sábado. Assim foi feito, no próximo sábado estávamos visitando a casa da mãe da Albenin para pegar a Darlyn (filha do Fábio e da Albenin).
No mesmo dia que eu transei pela primeira vez, levei o Emirton para conhecer a minha avó no parque das flores (cimetério), depois desse dia, formos ao parque das flores várias vezes. A única coisa que acalmava a minha saudade, era ir lá. Emirton ia comigo comprar as flores e visitá-la.
Quatorze de fevereiro era aniversário do meu tio Vanso, seria uma boa oportunidade para fazer uma visita e apresentar ao meu tio o meu marido. Dessa vez Emirton não concordou que a visita fosse no dia exato do aniversário dele. Motivo: Os amigos do meu tio podiam aparecer para lhe dar os parabéns e iam me paquerar. Formos visitá-lo na mesma semana, meu tio mostrou ao Emirton um certificado ou foi uma medalha que havia ganho numa competição de tiro ao alvo, como quem diz: “apronte com a minha sobrinha que você se vê comigo.” Quando chegamos no carro Emirton falou:
- Mônica, naquela hora que seu tio me mostrou aquela medalha, tive vontade de rir. O que é que eu posso fazer de ruim para você?
- Nada. Eu já falei para vc que eu fui a primeira sobrinha dos meus tios e a única que cresceu ao lado deles. Esqueça o que meu tio disse.
Na primeira vez que fui a Recife com Emirton, D. Jane foi com a gente, íamos a pedido dela levar uma geladeira para o tio do Emirton, assim conheci o tio dele, o que é médico e toca órgão.




Leia este blog no seu celular