Conversando com Mônica


14/01/2006


EU E MEU MARIDO VISITANDO A FAMÍLIA

     Neste texto irei dizer como eu e meu marido nos comportávamos em relação as nossas famílias de origem. Tudo que tem neste texto aconteceu entre dezembro de 96 e março de 98, período que era casada com o Emirton.

      Eu não sou como os meus tios por parte de mãe, que adoravam passar os finais de semana na casa da mãe, ou seja, minha avó, e por conseqüência, minha casa, já que, minha mãe morava com a minha avó. Mas gosto de visitar a família, visitas de meia hora ou uma e sempre de surpresa, eu nunca aviso que estou chegando. Conheço essa família, se sabem que eu e minha família (eu e meu marido) estamos indo visitá-los, vão providenciar uma recepção: preparar bolo ou algum lanche especial, se a casa estiver desarrumada vão arrumar ou correr atrás da faxineira para deixar tudo implacável, ou seja vão ter um trabalho enorme para nos ter na casa deles por meia hora ou mais. E se acontecer algum imprevisto e não pudermos comparecer no dia e hora marcada? Todo o trabalho do anfitrião foi em vão, por isso, prefiro não avisar, além do mais, me receber bem não significa está com a casa implacável ou ter um lanche delicioso para me oferecer, isto é apenas um acessório, o importante é o anfitrião em si, afinal, como diz um programa de rede vida: “O maior espetáculo para o homem ainda é o próprio homem.”

        Quando conheci Emirton, eu estava indo ao escritório do meu pai, mas não foi daquela vez que Emirton conheceu meu pai. Quando já fazia por volta de cinco dias de namoro, ou seja, eu já sabia que Emirton dançava muito bem o forró e agüentava ir até às 3:00h da madrugada, que gostava de estudar comigo e passar final de semana ao lado dele era maravilhoso, depois desse extraordinário início de namoro, combinamos de apresentá-lo ao meu pai no escritório dele, como era escritório demoramos pouco, só o tempo suficiente para combinarmos onde nos encontraríamos para romper o ano, receber 1997.

        Eu e Emirton passamos o natal com a mãe dele, mas não foi dessa vez que eu conheci a casa da D. Jane, formos todos passa o natal com os padrinhos dele.

        No domingo seguinte (antes do ano novo) formos visitar a minha mãe. Estava eu e Emirton tocando no apartamento dela, tocávamos, tocávamos e ninguém atendia. Fazer visita surpresa tem dessas coisas: não tinha ninguém em casa. Usei minha chave para entrar. Quando minha mãe e minha tia abrem a porta me encontra sentada no sofá acompanhada de um completo desconhecido (Emirton, na ocasião era isso para elas) e nós vimos as duas abrindo a porta por volta das 15:30h vestindo traje de praia. Ficamos conversando com elas e assistindo o vídeo da Daniela Mercury. Depois desse dia, sempre dávamos um pulinho no apartamento delas.

       Um belo dia, Emirton chega em casa dizendo que a mãe dele pediu pra ele dormir na casa dela, eu disse: “longe de mim você não dorme, eu vou junto.” Assim visitamos a casa da mãe dele, dormimos lá. Depois desse dia, de vez enquando passávamos o final de semana lá, mas era de vez enquando mesmo! E não ficávamos o dia todo em casa, não. Mantínhamos a nossa agenda de final de semana, mas dormíamos lá.

       Meu primo Fábio tinha casado em 1995, já fazia dois anos e eu não conhecia seu apartamento de casado. Disse ao Emirton:

        - Vamos conhecer o apartamento do meu primo?

        - Vamos.

       Numa tarde, estávamos nós batendo no apartamento do Fábio e da Albenin. Encontramos a Albenin chorando e o meu primo satisfeito porque a esposa estava chorando. Na cabeça do meu primo choro é sinal de amor. Se ela chora é porque o ama. Pode um negócio desse! Eu acho que ela podia até amá-lo, mas nessa atitude fica claro que o homem não ama a mulher, quem ama não faz sofrer, não magoa, não quer ser a causa de choro. E acho também que esse pensamento do meu primo só serve para transformar o sentimento das pessoas: o amor pode ser transformado em desprezo. Um dia a mulher está amando, mas como é magoada e o pior, o marido gosta disso, o homem passar a ser o vilão da vida dela, aquele que a faz sofrer e que não merece seu amor, merece seu desprezo. Acho que nenhuma mulher devia aceitar este tipo de pensamento e que nenhum homem devia pensar como meu primo. O que prova que alguém nos ama? A atenção, o cuidado com os nossos sentimentos (isto inclui não nos fazer chorar), a boa vontade em atender nossos pedidos e etc.

        Quando saimos do AP do meu primo, deixamos combinado com a Albenin que eu, Emirton e Annielle íamos levar a Darlyn à piscina no próximo sábado. Assim foi feito, no próximo sábado estávamos visitando a casa da mãe da Albenin para pegar a Darlyn (filha do Fábio e da Albenin). 

       No mesmo dia que eu transei pela primeira vez, levei o Emirton para conhecer a minha avó no parque das flores (cimetério), depois desse dia, formos ao parque das flores várias vezes. A única coisa que acalmava a minha saudade, era ir lá. Emirton ia comigo comprar as flores e visitá-la.

       Quatorze de fevereiro era aniversário do meu tio Vanso, seria uma boa oportunidade para fazer uma visita e apresentar ao meu tio o meu marido. Dessa vez Emirton não concordou que a visita fosse no dia exato do aniversário dele. Motivo: Os amigos do meu tio podiam aparecer para lhe dar os parabéns e iam me paquerar. Formos visitá-lo na mesma semana, meu tio mostrou ao Emirton um certificado ou foi uma medalha que havia ganho numa competição de tiro ao alvo, como quem diz: “apronte com a minha sobrinha que você se vê comigo.” Quando chegamos no carro Emirton falou:

       - Mônica, naquela hora que seu tio me mostrou aquela medalha, tive vontade de rir. O que é que eu posso fazer de ruim para você?

        - Nada. Eu já falei para vc que eu fui a primeira sobrinha dos meus tios e a única que cresceu ao lado deles. Esqueça o que meu tio disse.

       Na primeira vez que fui a Recife com Emirton, D. Jane foi com a gente, íamos a pedido dela levar uma geladeira para o tio do Emirton, assim conheci o tio dele, o que é médico e toca órgão.

Escrito por Mônica às 17h57
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CONTINUAÇÃO DO TEXTO

       A avó do Emirton mora em Salvador, veio passar uns dias na casa de um dos filhos, lá estávamos nós na casa dos tios do Emirton, que por sinal morava perto da gente, nesse dia conheci a avó dele, os tios dele (ambos psicólogos) e a sua prima Marcela, que mais tarde passou a ser minha aluna.

      Uma bela tarde estávamos nós passando de carro, quando vi meu primo Fábio andando. Falei para o Emirton:

       - Olhe o Fábio, vamos dar uma carona a ele.

       Paramos o carro, perguntamos onde ele ia. Ele ia pra casa, mas não aquele apartamento que eu fui visitar, ele já estava separado e morando com a mãe. Ele disse que antes ia dar uma passada rápida no mercadinho. Eu e Emirton não estávamos com pressa, estávamos apenas dando uma volta, acho que íamos pra casa ou visitar alguma padaria, enfim, não era nada que não pudéssemos adiar. Oferecemos carona. Assim fui parar na casa da minha prima Rose (irmã do Fábio) e da sua mãe. Minha prima é três anos mais nova, na época eu tinha 27 anos, então ela tinha 24. Não deve ter sido nada fácil para minha prima não senti inveja. Eu estava chegando de carro na porta dela, acompanhada de um maridão. Um marido que fazia questão de andar de carro comigo pra cima e pra baixo e ainda por cima tinha dado carona ao irmão dela por minha causa, ou seja estava disposto a atender aos meus pedidos, me tratava super bem o tempo todo e ainda por cima era bonito, eu tinha o príncipe que qualquer garota sonhava. Enquanto ela nem namorado tinha, quanto mais um que fosse bonito, que tivesse carro e disposto a levá-la aonde ela queria. Nesta visita, quase que Emirton pagava uma pizza pra mim, ela me ofereceu uma pizza brotinho e conversando me contou que estava ganhando dinheiro vendendo brotinho, então eu disse:

       - Etá Emirton, então pague a minha.

       É lógico que ela não deixou. Mas, ficou registrado na mente dela que até comprar coisas pra mim ele comprava. 

       Será que minha prima não sentiu inveja? Espero que não, pois inveja é capaz de acabar com a vida de qualquer um. Ainda bem que ela não conheceu o nosso apartamento bem montado, só a mãe e o irmão dela conheceram.

        Deixe eu fazer um parentes neste texto para dizer quem é a minha prima Rose. Nós duas temos pensamentos, modo de viver, de ser, completamente diferente, por isso nunca fomos amigas, raramente (uma vez a cada quinze anos) saímos juntas, ou seja, quase nunca. Eu fiz questão de não ter o número do celular dela, e de não saber onde ela mora. Meus pensamentos são contrários ao dela, meu estilo de viver não faz a cabeça dela, o melhor que eu tinha que fazer era isso que eu fiz: não procurar manter contato. O ideal é que uma deixe a vida da outra em paz.

         Acho que aquele ano terminou. O natal de 97 passamos em casa, só eu e ele, ano novo formos, novamente, nos encontrar com o meu pai na praia, lá recebemos um convite do meu pai e da minha madrasta para almoçarmos uma feijoada na casa deles, no próximo domingo.

        Acho que essa foi a primeira visita que fizemos e que foi combinada (não foi surpresa). Assim passamos um domingo com o meu pai e os meus irmãos e infelizmente com os amigos dos meus irmãos. Meu pai sem saber do ciúme do Emirton chamou alguns amigos dos meus irmãos para conversar com a gente. Ah pai! Se você soubesse como é difícil se manter casada nos dias de hoje, teria me ajudado, teria me ajudado a não despertar ciúme no Emirton. Bom, ainda bem que Emirton não criou nenhum problema, nenhuma palavra de ciúme. Será que eu posso dizer “ainda bem”, afinal o que não é falado destroe mais do que é falado, conversado, trabalhado, revisto.

        A nossa última visita foi a Penedo, formos visitar o meu tio, formos passar o nosso último final de semana de férias lá. Quando eu era solteira custumava passar uma semana de férias lá com o Fredinho (meu priminho). Casada era a primeira vez que estava indo, acho que essa visita foi um erro, chegamos lá juntos, casados, saímos de lá separados, acho que aquele final de semana foi o início do fim. Depois daquele final de semana, Emirton mudou completamente comigo, deixou de ser príncipe para ser sapo. Aparentemente foi um final de semana bom, formos à piscina, meu tio me ajudando a me comportar como uma mulher casada: Quando ele estava levando a gente ao clube, eu sentei aonde sempre sentava, na cadeira da frente ao lado do meu tio e as crianças atrás com o Emirton. Meu tio me disse:

         - Você sentada ao meu lado vão pensar que você é minha namorada.

        Eu rir do comentário dele e mudei de lugar com o Emirton.

        Mas o que será que aconteceu naquele final de semana que eu não vi e que prejudicou tanto o meu casamento. Tudo mudou depois daquele final de semana. Talvez não tenha sido o final de semana em si, mas os diversos telefonemas que deve ter havido entre Penedo e minha mãe ou talvez tenha sido realmente o final de semana. Seja lá como for, eu devia ter feito igual as outras visitas, ter apenas visitado e não ter passado um final de semana.

        Tentei lembrar de todas as visitas e narrar em ordem cronológica.

        COMENTÁRIOS PARA: maesg2005@hotmail.com 

Escrito por Mônica às 17h54
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12/01/2006


"GOETHE"

Autor: GOETHE

Buscar na Web "GOETHE"

"TODOS OS DIAS DEVERÍAMOS LER UM BOM POEMA, OUVIR UMA LINDA CANÇÃO, CONTEMPLAR UM BELO QUADRO E DIZER ALGUMAS BONITAS PALAVRAS."

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Escrito por Mônica às 17h51
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09/01/2006


"RETRATO DE UM CASAMENTO"

Autor: NIGEL NICOLSON                                               

Buscar na Web "NIGEL NICOLSON"

         

Li este livro em 2002, na versão brasileira, como não encontrei a capa da edição brasileira, coloquei a capa americana.

 

"SEI QUE NOSSAS ALMAS SE ATRAEM E SE PERTENCEM. NINGUÉM CONSEGUIRÁ NOS SEPARAR, JAMAIS."

 

A minha alma pertence ao Emirton e a dele me pertence. Nos seperamos, mas com ajuda de Deus vamos voltar.

COMENTÁRIOS PARA: maesg2005@hotmail.com

  

Categoria: Citação
Escrito por Mônica às 18h23
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08/01/2006


ANIVERSARIANTES DO MÊS

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Tem tanta gente fazendo aniversário este mês, que resolvi divulgar todos de uma só vez.

10/01 ------- Aniversário do GLAUCO, estudamos juntos no mesmo colégio quando eramos crianças, nos reencontramos em 2004 e não perdemos mais contato. FELIZ ANIVERSÁRIO GLAUCO!

18/01------ Aniversário da CRISTIANE, minha tia por parte de pai, como temos a mesma idade, somos amigas desde a infância, fizemos o segundo grau no mesmo colégio, nos divertiamos muito juntas. Perdemos contato porque ela mudou de cidade. FELIZ ANIVERSÁRIO CRISTIANE!

31/01 ------ Aniversário do CLISTENES, o conheci através do Glauco, eles dividem o mesmo escritório, ficamos amigos. FELIZ ANIVERSÁRIO CLISTENES!

Categoria: Evento
Escrito por Mônica às 15h51
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