Conversando com Mônica


18/02/2006


TODOS DEVIAM ENTENDER O ÓBVIO

           

           Eu fico admirada como o que é óbvio para a maioria das pessoas, não é para uma minoria. Talvez seja porque o óbvio é simples e as pessoas gostam de complicar. É lei básica da sociedade que quando pagamos, recebemos nota fiscal, mas existem aqueles comerciantes que tentam armar para o cliente pensar que não é sempre assim. É tão óbvio, tão óbvio que ninguém vai acreditar que não tem direito a nota fiscal no ato do pagamento, que eu fico admirada, como alguns comerciantes criam para si aborrecimentos, tentando fazer o cliente desacreditar nos seus direitos. Este será um dos exemplos que darei neste texto.

            Eu já estava casada há mais de um ano. Tinha ido ao shopping e comprado um vaso solitário. Vaso tem que ter rosa. Emirton passou a me dar uma rosa toda semana. Morávamos em um prédio, pessoas viam ele subindo com a rosa, ou saindo do carro com a rosa e como era perto da praia, onde as vendedoras ambulantes passeam, é até possível que alguém tenha o visto andando com uma rosa na mão. Eu acho que não precisa queimar os neurônios para saber porque um marido dar uma rosa a esposa, porque quer agradá-la, porque a ama e fica feliz em fazer gentilezas para a esposa, fica feliz em agradar. Nesta mesma época correu o boato que meu marido era da igreja universal, que éramos de religiões completamente diferentes. Sete anos depois, conheço os rituais da igreja universal, e fico sabendo que lá existe a sessão do descarrego, que, quase sempre, termina com a distribuição da rosa urgida (uma rosa comum que deve ser levada à casa com a finalidade de receber tudo que existe de ruim naquele ambiente, a única diferença dessa rosa para a comum é que a rosa urgida não abre, ela queima as pétalas, eles dizem que as pétalas foram queimadas porque a maldade que existia no ambiente passou para a rosa, enquanto que, a rosa comum abre, fica bonita, um dia é um botão, no outro uma rosa bonita). Conclusão: Pessoas não conseguiram vê o óbvio na entrega de uma rosa: amor, carinho, agrado e etc. Criaram uma história complicadíssima de que estávamos com problemas no casamento e que meu marido estava indo a sessão do descarrego da igreja universal. Criaram essa historinha nas suas cabeças deram ela como certa e espalharam o boato. Eu e Emirton alheios a isso tudo, só viemos saber desse boato e de como começou, sete anos depois, mas mesmo assim não sabemos quem o criou, com certeza foi alguém que não conhece “a arte da comunicação”, esta arte quando é usada pode impedi a criação de pseudos problemas. Ninguém perguntou ao Emirton: "Você é da Igreja Universal?" Talvez não quisesse ouvir a resposta: Não. Eu gosto de comprar rosas para minha esposa.

            Ano Novo rompi na praia, fui ao encontro do meu pai e meus irmãos. Não conseguir encontrá-los. Comecei este ano dançando, me divertindo. Dia primeiro de janeiro, caiu no domingo, ainda estava com ressaca física, mesmo assim, no final da tarde fui fazer caminhada. Será que encontro a loja de revelação aberta? É claro que sim, loja perto da praia está aberta todos os dias, e principalmente hoje, que eles podem arrecadar mais, eles não iam fechar.

            Aproveitei que ia caminhar e saí com uns negativos para revelar. Como negativo não é filme, neste nunca sabemos quantas fotos iram ficar boas ou queimarem, e, portanto não sabemos ao certo quanto vamos pagar; já os negativos, sabemos quanto devemos pagar, portanto resolvi deixar pago. O rapaz colocou de caneta no canhoto: “pago”. Peço a nota fiscal, afinal para receber as fotos preciso comprovar que paguei e a palavra “pago” de caneta que podia ser escrita por qualquer um, não é garantia de pagamento. E aí para não discutir com o dono da loja, tenho que engoli sapo, fingir que acredito que ele só pode me entregar a nota fiscal, quando eu fosse buscar as fotos. Tem cabimento um negócio desse! Eu estava pagando, dando dinheiro e não estava recebendo a nota fiscal! Seria óbvio para qualquer um, que ninguém iria acreditar naquela história, menos para aquele comerciante. Conseqüência: perdeu a cliente.

       ESTE TEXTO CONTINUA, POR FAVOR COMENTE NO FINAL.

Escrito por Mônica às 18h20
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           Na volta da caminhada, resolvi descansar um pouquinho num banco. Estou sentada, vendo as pessoas caminharem, quando passa perto de mim, uma garotinha na frente de um casal, a garotinha devia ter uns dez anos, senta no outro extremo do banco. O pai pergunta:

-         Quer ir no braço?

-         Não

-         O que você quer?

            Eu vejo que pelo pai (podia também ser padrasto) não ter a capacidade de ver o óbvio, não consegue interagir de maneira satisfatória com a criança.

A pergunta: “Quer ir no braço?” para uma garota de dez anos é uma pergunta muito infeliz. Garotas de dez anos estão se sentindo mocinhas, passear na praia nos braços do pai é uma coisa completamente imprópria para a idade delas. O pai parece que não tem noção da idade da filha.

Perguntar:

- “o que você quer?”

A alguém que fez melhor do que dizer o que quer, agiu encima do seu querer. É um pouquinho demais! Demais na completa incapacidade de observar, de perceber o óbvio: Ela sentou porque queria sentar, a maneira que ela encontrou de descansar foi sentando naquele banco, a maneira que ela encontrou de dizer aos pais que estava cansada foi sentando naquele banco.

Se os pais tivesse capacidade de interagir bem com a garotinha, sentaria naquele banco e esperaria ela descansar. Ela ia se sentir bem, por saber que era entendida.

Escrito por Mônica às 18h02
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16/02/2006


NOVIDADES!

      Conseguir trocar a senha do blog e do meu email da bol, o que possibilitou a republicação da opção comentários no blog.

      Está em fase de experiência, se não ocorre problemas, se eu tiver certeza que ninguém está usando o meu email no meu lugar está opção continuará.

     Vocês podem continuar comentando através do email: maesg2005@hotmail.com ou no próprio blog. Quero vê a opção comentários do blog, cheio de comentários. 

Categoria: COMENTÁRIOS
Escrito por Mônica às 17h54
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15/02/2006


INFELICIDADE

        Choro

 

         Meu primo Daives, infelizmente não desgruda mais do computador, está fazendo trabalho da faculdade, e hoje, infelizmente ele está aqui esperando para usar o computador, enquanto ele espera, fica com minha tia e minha mãe conversando na sala, num tom que é quase impossível se concentrar para escrever alguma coisa. Ou seja todos os últimos acontecimentos comungam para eu não escrever nada. Mas, apesar desses obstáculos vou tentar.

         Infelicidade, esta é a palavra que define 90% da minha vida até o presente momento. 5% vivi acomodada com a infelicidade e 5% correspondem ao único ano que fui verdadeiramente feliz: O primeiro ano do meu casamento.

            Eu acredito no princípio da ação e reação. Acredito que a vida, os seres espirituais, Deus ou o próprio livre arbítrio da pessoa faz com que recebemos de volta tudo que damos aos outros. Por isso espero que o Ser responsável pela minha infelicidade de segunda-feira, tenha em quíntuplo todo o sofrimento que me causou. Se alguém impediu que um casal se encontrasse e voltasse a ser feliz, merece o pior da vida. Como eu desejo saber quem foi e ver essa pessoa sofrendo, pagando por tudo que me fez.

            No mês de dezembro, eu tinha acabado de receber dinheiro do meu pai, como perto do escritório do meu pai tem uma igreja que realiza missa às 18:00h, fui à igreja. Iluminada por um padre, mandei celebrar uma missa para ter de volta o meu casamento e por conseqüência a minha felicidade. Paguei a intenção da missa PARA A RECONCILIAÇÃO DO CASAL MÔNICA E EMIRTON. Emirton apesar de saber que estou freqüentando aquela igreja uma vez por semana, não sabia que eu estava especificamente naquele dia, na igreja e muito menos a celebração que estava acontecendo.

            Todo mundo que acompanha este blog, sabe qual foi meu plano para 2006: Ter meu casamento de volta.

            Meu dinheiro de Janeiro, meu pai veio me dar quase em fevereiro, voltei a marcar a missa, mas dessa vez fiz as coisas mais planejada. No dia 01/02  marquei a missa para o dia 13/02, assim teria tempo de avisar o Emirton e dele se organizar para comparecer a missa. No dia 02/02 mandei um cartão pelo correio, mas achei mais seguro entregar pessoalmente o cartão, fui até a casa dele e coloquei o cartão no porta cartas, informando tudo e avisando que para facilitar um encontro nosso estaria durante o mês de fevereiro indo à igreja todas as segundas-feiras para assistir a missa das 18:00h.(Você está vendo Fernando? A mensagem TEM QUE SER HOJE!, surtiu efeito, mandei cartão e coloquei pessoalmente na casa dele).

ESTE TEXTO CONTINUA

Escrito por Mônica às 16h48
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CONTINUAÇÃO DO TEXTO ANTERIOR

           Segunda-feira foi a nossa missa, Emirton não apareceu. O Emirton que eu conheci, que casou comigo jamais me trataria tão mal, aliais o amor dele o tornava incapaz de me tratar mal, quanto mais TÃO mal! Então eu não acredito que Emirton agiu conforme a sua vontade, acredito que mais uma vez, ele foi impedido de ser ele, de manifestar a sua vontade, acredito que alguém que deve ser filho (a) do DEMO, plantou entre nós a semente de discórdia, da separação, do conflito, da infelicidade. Acho que essa pessoa sente prazer com a infelicidade dos outros. Eu não sei como uma criatura que é filho do DEMO, pode ter mais força do que EU e Emirton que nunca agimos para prejudicar os outros e nunca nos sentimos DEUS para manipular os acontecimentos da vida dos outros, e manipular para pior!

            Talvez, o padre que rezou a missa (que não foi o padre de sempre) tenha falado em persistência, que devemos ter fé e não desistir nunca, porque sabia de algo que eu não sei. Talvez o padre sabia que o Emirton tinha um bom motivo para não está ali.

            Ao mesmo tempo, sei que sempre vivi neste tipo de ambiente. Enquanto eu morava com a minha mãe, todos os homens que me conheciam eram verdadeiros cafajestes, me tratava tão mal, como o Emirton me tratou segunda-feira. Parecia que essa era a dinâmica familiar: incentivar os homens a me tratar mal, para eu não me apegar a ninguém e ficar eternamente solteirona como minha mãe e minha tia. Eu só vim ter paz para conhecer homens decentes (que marcavam encontro e compareciam, me enchia de atenção e carinho, de supresas e etc.) quando passei a morar sozinha. Quando eu era solteira e morava com a minha mãe e família, eu só tinha relacionamentos complicados, os homens não facilitavam nada, só prejudicavam, era tudo um horror! E por conseqüência eu não era fiel a ninguém, a mensagem que esse ambiente me passava era que nenhum homem prestava e por tanto o único caminho era se diverti com os homens. Acho que fui educada para ser como Dorin Gray, viver buscando prazer e não se apegar a ninguém. Esse tipo de influência só não teve força na minha formação, porque sempre busquei a religião, catolicismo, depois espiritismo e etc.E quando a vida passou a ser normal, os homens passaram a me tratar bem (a partir do momento que  morei  sozinha e no meu casamento) fui fiel.

            Mas novamente conseguiram acabar com um relacionamento. Aviso a todos os meus amigos que estou LIVRE. Desistir de ter meu casamento de volta. Estou aberta a novas conquistas. Alguém pode ter impedido o Emirton de ter comparecido, mas isso não diminui a culpa do Emirton. Vou dar um monte de telefonemas e a vocês que vão receber as minhas ligações, fiquem sabendo que é uma garota livre que está ligando para vocês.

            Alguém me pediu para dar uma nota de 0 (zero) a 10 (dez) aos meus pais, então vou terminar esse relato atendendo este pedido.

        Meu pai (Geraldo)------- 3,0 (ninguém acredita que eu tenho um pai nas condições dele e nem lugar decente para morar eu tenho)

       Minha mãe (Rosalba)---- 1,5 (ela sempre foi uma pessoa muito difícil de conviver)

        Vou aproveitar e dar nota também a minha tia que sempre mantém contato comigo.

        Minha tia (Rogércia)----- 1,0 (prefiro que um tigre se apresente como tigre e não como coelhinho).

         COMENTÁRIOS PARA: maesg2005@hotmail.com

           

           

Escrito por Mônica às 16h47
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GOSTOSA LOUCURA

       No dia 04/11/2005, eu narrei o filme "Gostosa loucura", não coloquei aquele texto nesta categoria porque ainda não estava familiarizada em trabalhar com categorias.

      Se alguém quiser ler a narração com o meu ponto de vista, basta acessar a data no histórico. O título original de Gostosa loucura é Crazy/Beautiful (louca e bonita) foi dirigido por John Stockwell, estrelou nas telas do cinema em 2001. Os atores principais são Kirsten Dunst e Jay Hernandez.

      Desejo a vocês uma excelente leitura e um bom filme.

      COMENTÁRIOS PARA: maesg2005@hotmail.com

Categoria: FILMES
Escrito por Mônica às 15h17
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