Conversando com Mônica


13/07/2007


TEATRO É O MAIOR BARATO - 10ª EDIÇÃO

          

(Wilson Miranda)

 

           Aqui na minha cidade tem um projeto que permite ao público ir ao teatro semanalmente, assistir os artistas da terra pelo preço popular de R$ 2,00. No ano passado, devido as minhas péssimas condições financeiras, só assistir a seis apresentações: Programa de Rádio com Wilson Miranda, quando se deu o eclipse com o grupo ATA, recomeçar com o grupo Oficina 137, os saltimbancos com a Cia Nêga Fulô, Puro Prazer com Nara Cordeiro e de Mentirinha não é pecado com a Cia Múltiplas Faces.

            Durante, o show “Programa de rádio” de Wilson Miranda foi contada a história da rádio difusora. Por causa do show, sei que a primeira sede da rádio difusora foi no prédio que hoje é a secretaria de cultura, passou para o prédio do Artista plástico Pierre Chalitta e hoje tem sede no maior complexo de escolas estaduais da minha cidade (CEPA) .

            O show “Programa de rádio” de Wilson Miranda foi excelente! Principalmente porque eu estava muito bem acompanhada (com o Hélio que semanas mais tarde passou a ser sapo). O show foi muito bem elaborado, as composições muito bem escolhidas, ele cantou desde as belezas de Alagoas até os problemas.

           A beleza das Alagoas foi cantada na primeira parte do show, ele abriu o show com uma canção que dava “boa noite ao Sr.tal”, nada mais adequado do que dá boa noite cantando. Em outra de suas composições, ele falava das belezas naturais e gastronômicas de Alagoas, cada praia do norte (paripueira, sonho verde e etc)e do sul (barra nova, francês, barra de São Miguel e etc) eram citadas na música, incluindo as características próprias destas praias, na música poética, cada uma tinha uma beleza particular (e realmente tem). Eu adorei esta música, todas suas músicas são bastante poéticas. Em outra de suas composições, tem a seguinte frase:

            “Remar nessa lagoa leva aos meus pensamentos, meus pensamentos levam a uma canção.”

            Esta frase diz o que a beleza da natureza pode fazer com a gente, nos levar a um profundo contato conosco mesmo, aos nossos pensamentos e segundo a música foi em um desses momentos que Wilson Miranda compôs uma música. O publico viajou com suas músicas.

            Ele convidou: Fernando Marcelo, quem eu não conseguir entender sua pronúncia ao cantar uma música e Marcos Viera, este fez com que a platéia participasse, cantando junto com ele. A música que ele cantou tinha em sua composição vocabulários do mundo virtual: Megabytes, deletar, scannear. Música animada que já é conhecida do público alagoano. É uma excelente composição. Convidou também seus alunos para fazer uma apresentação.

            Depois dos convidados começou a segunda parte do show, com composições que cantava os problemas de Alagoas: A poluição da Lagoa Mundaú, a extinção do Sururu, a falta de água no sertão, a luta de quem micra do Sertão para a Cidade.

            O show terminou com uma música bastante otimista, a música mandava o público pintar tudo, principalmente: “Pintar a sua vida!”, dizia as pessoas para não deixar a vida no preto e no branco, ou seja na monotonia. Saímos de lá entusiasmados para colorir nossas vidas, fazer algo que nos fizesse feliz!

            É quase inacreditável que eu tive aquela noite excelente por apenas R$ 2,00! E além de tudo isso, ainda aprendi a respeito da rádio difusora, ganhei um livro a respeito da rádio e ainda vi radialistas sendo homenageados. Perto do final do show, Wilson Miranda chamou Ricardo Teles para homenagear Edécio Lopes e Floracy Cavalcante.

            Como a maioria das coisas não são 100%, durante o show, ele cantou uma música bastante machista: Dizia que aqui na minha terra são três mulheres para um homem só! Que história! Aqui ou em qualquer lugar, homem só deve ter uma mulher e o inverso também vale.

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Categoria: TEATRO
Escrito por Mônica às 16h11
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(Regis Souza em Os saltimbancos)     

   

          Neste edição, o projeto inovou, colocou peças infantis no mês de outubro (mês das crianças), eu como sempre vejo peça infantil sendo apresentada no horário das 17:00, não tinha a menor noção que a peça “Quando se Deu o Eclipse (Grupo ATA)” e “Os Saltimbancos (da Cia Nega Fulo)” que estava prevista para começar as 19:30h eram infantis! Estava eu lá, numa platéia composta 90% de crianças e eu estava sem nenhuma criança! Se eu soubesse, teria pedido uma criança emprestada para levar ao teatro!

            As peças foram apresentadas em semanas diferente, a primeira foi “Quando se Deu o Eclipse” do Grupo ATA, nesta peça os moradores da floresta: Sol, Índio, Arco-íris e Lua têm que defender a floresta de invasores, justo no momento que estes moradores estão ensaiando uma peça para ser apresentada, a peça do “Romeo e Julieta”, estes moradores decidem que o sol será o Romeo e a Lua a Julieta, durante esta peça, a Lua (Julieta) esconde o Sol (Romeo) e dá-se o eclipse.

            Na peça “Os Saltimbancos”, houve mais uma inovação: as pessoas chegavam e encontravam as portas do auditório abertas, não houve fila para entrar, enquanto as crianças esperavam, ouviam músicas infantis, eu pensei porque os adultos têm que esperar as peças começarem em completo silêncio! Por que nas peças adultas também não se coloca música instrumental enquanto esperamos o começo da peça!?

            A peça “Os Saltimbancos” foi interessantíssima, bastante divertida, as crianças adoraram! O Jumento (representado pelo meu amigo Regis Souza) através de perguntas fez com que as crianças participasse, interagisse com os personagens e dessa forma ficasse atenta ao que acontecia na peça. Os atores surpreendia as crianças, trazendo os personagens do fundo da platéia. Para as crianças foi uma festa quando os bichos corriam um atrás do outro pelo auditório (no meio delas). A peça começou com o Jumento dizendo (atuando e cantando) que é o animal que mais trabalha, mas depois de carregar um monte de material para o seu dono e ser chamado de preguiçoso, ele resolve ser cantor. No meio do caminho, o Jumento encontra o cachorro, a galinha e a gata, todos revoltados com os seus donos, querendo ser cantores, resolvem formar uma banda chamada “Saltimbancos” e assim eles passam a cantar em palcos improvisados pelas ruas das cidades. Acho que toda criança se divertiria muito assistindo essa peça. Para finalizar o espetáculo, os atores vestidos de seus personagens ficaram na saída do teatro para receber os cumprimentos das crianças e atender algumas solicitações de fotos.

            No próximo texto comentarei as outras apresentações que eu assistir.

Categoria: TEATRO
Escrito por Mônica às 16h07
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