A ONDA DOS SONHOS

Vou mexer nesta categoria (filmes), pois já tem gente achando que eu não gosto de assistir filmes, porque não comento sobre eles, como se o blog fosse criado para fazer propaganda de filmes! A prioridade desse blog é falar do que me acontece e esporadicamente comentar alguma coisa assistida.
Como tenho muitas coisas a escrever, não estou tendo tempo de falar de filme como fiz com “gostosa loucura (04/11/05)”, irei transcrever um diálogo do filme que assistir ontem na TNT e será reprisado hoje às 22:00h.
O filme mostra que é possível ir a busca dos sonhos e ao mesmo tempo ter uma vida emocional satisfatória, ou melhor, que é possível encontrar um companheiro que nos ajude, incentive a ser nós mesmas. Tudo acontece no ambiente de surf. Se você viveu sua juventude na década de oitenta, deve ter tido algum contato com o surf, pois ele estava no seu auge. Eu sei pelo menos o básico: tem que mergulhar debaixo das ondas grandes ou pular (as pequenas), tive um namorado que me ensinou a pegar "jacaré" (será que ainda se fala assim?). O filme pode nos fazer recordar esse momento de vida, será que eu estaria hoje lembrando das ondas na minha vida, se não tivesse assistido ao filme de ontem à noite? Acho que não, essa lembrança é influência do filme de ontem.
Neste diálogo, os atores principais (Kate Bosworth vivendo a personagem Anne Marie e Mathew Davis vivendo Matt) estão vestidos de roupa de noite, conversando dentro do mar. O diálogo começa pela fala dela:
- Me diz o que fazer?
- Você está me perguntando o que fazer!?
- Estou.
- Você sabe o que fazer.
- Não, não sei.
- Só precisa ser a garota que conheci na praia.
- Como? Como ela é?
- Do tipo que não pergunta a um homem o que fazer.
Este diálogo mostra que ele foi atraído pela personalidade dela, gosta do jeito de ser dela e o melhor, ele vai sempre ajudá-la a ser ela mesma. Dez pra essa cena! E ao mesmo tempo, quando ela esquecer como é, vai ter o namorado lhe dizendo: você lembra como reagiu no momento tal (no caso: na praia, repreendendo um hóspede por causa de uma camisinha suja)? Essa é você.
Só teve um ano da minha vida que tive uma vida satisfatória, foi o ano do meu casamento, ele fazia por mim exatamente isso: me deixava à vontade para que eu fosse eu mesma, vivesse ao meu estilo, do jeito que eu gostava, exercendo todos os meus papéis: esposa, dona de casa, mãe, mulher e profissional, ele fez com que eu levasse a vida que eu sempre havia sonhado: uma vida realizada, satisfatória. Ainda bem que casei com ele (Emirton – hoje ex-marido).
E você já assistiu este filme? Qual a cena que mais lhe chamou atenção?




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